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terça-feira, 15 de abril de 2014

Ladrões levam 17 animais da raça Red Angus

Terça-feira-15 de abril
17 animais da raça Red Angus foram levados pelos ladrões
Uma nova ação dos abigeatários deve impactar nos números desse tipo de crime em 2014 e que no ano passado foi o único sem controle em Piratini se transformando numa grande dor de cabeça para os criadores que viram seus rebanhos bovino e ovino serem atacados com frequência e drasticamente reduzidos.

Desta vez, os ladrões levaram de uma só vez e da mesma propriedade 17 animais da raça Red Angus, famosa por sua precocidade sexual, velocidade de ganho de peso e rusticidade.

O crime, segundo Alex Sandro da Costa Porto, capataz da fazenda de propriedade de Carlos Lucas, situada no 2º distrito, Passo do Coutinho, ocorreu na madrugada ou na noite da última sexta-feira, 11, horas após ele ter feito a última contagem, ou na madrugada de sábado, quando os ladrões cortaram os arames para embarcarem o gado.

Os animais, todos com média de idade de 3,5 anos e prontos para abate, seriam vendidos no fim do mês
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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Estrada cede e comerciante perde dois animais

Sexta-feira-11 de abril
Dois animais morreram devido ao acidente
O comerciante de gado Person Rodrigo Oliveira, está indignado com a perda de dois animais devido ao caminhão que transportava a carga viva tombou, segundo ele, devido ao precário estado da estrada que dá acesso ao Cerro do Sandi, 1º distrito de Piratini.

O fato aconteceu no princípio do mês, mas, somente agora Person trouxe a situação a tona enviando à imprensa o material que comprova seu prejuízo.

Person conta que a situação do trecho é agravada devido a um bueiro que assegura estar entupido há mais de 13 anos, o que ocasiona a umidade que passa pelo solo e contribuiu para que o trecho por onde o veículo passava cedesse não suportando o peso da carga.

Com o evento, uma das vacas morreu na hora e outra precisou ser sacrificada, pois estava com fratura nas patas e outras contusões.
- O pior não ocorreu porque corri e atendi o acidente em menos de cinco minutos e com isso, pude soltar os animas  do caminhão na estrada – relata Person.

Ele conta que o gado já não foi embarcado na propriedade para evitar acidente, já que a mesma não permite condições para que o caminhão entre, no entanto, uma estrada aparentemente segura ocasionou esse prejuízo.


- Eu espero a colaboração das autoridades competentes para solucionar o problema, já que é de conhecimento deles que também faço entrar impostos no caixa da prefeitura ao atuar como corretor pecuário e a pecuária como um todo está em alta no município como nunca teve antes - disse o comerciante.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Soja:Lavouras devem render 70 mil toneladas

Quarta-feira- 09 de abril
Chuva em abundância deve favorecer safra maior que 2013
Um verão com muita chuva, até acima do que se esperava, foi essencial para que o grão da soja se desenvolvesse, o que também faz com que os produtores de Piratini estejam animados e cheios de expectativa com relação ao aumento da produção.
Segundo William Westermann, produtor e gestor de uma empresa de estocagem, os planos são de colher 70 mil toneladas de soja este ano, 15 mil a mais do que foi retirado das lavoura do município em 2013.

O aumento da produção também é reflexo da área plantada que este ano fechou em 28 mil  hectares contra 22 mil e 600 no ano passado. Deste total a ampla maioria se encontra no 3º distrito que detém 14 mil hectares do grão.

A colheita começou em abril e deve se estender até o final de maio, mas, o caminho a ser percorrido até o Porto de Rio Grande para que seja exportada não tão longo e sim, árduo para quem vai ao volante, mas, pelo desafio de transpor a quilometragem de estradas de vias não pavimentadas até o acesso as estradas estaduais e federais.

Para Willian é a primeira safra em que sua voz substitui  do pai, Fredo Westermann, falecido ano passado, nas reinvindicações que possibilitem um melhor  escoamento da produção, tendo como passagem principal a Ponte do Costa, ERS 702, que continua com seu processo entravado no governo do Estado.

-  Entendo que esta foi a maior herança que meu pai me deixou. Continuar a luta pelos produtores e, para esta ponte precisamos de uma resposta das autoridades e dos órgãos públicos, não só pela produção de soja mas, também pelo trigo, milho e madeira que por ela passam – disse o sucessor.
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Espindola contabiliza renovação da frota

Terça-feira- 01 de abril
O secretário municipal de saúde, Diego Espindola, fez essa semana um balanço da renovação da frota de sua pasta, a que mais trafega durante o ano no leva e trás de pacientes até os centros considerados polos de saúde no Rio Grande do Sul, entre eles Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre.
Em sua contabilidade, Espindola disse que, de 2007, ano em que assumiu o cargo, até o fim do ano passado, houve uma renovação significativa com a adição de 17 novos veículos frutos de convênios e parcerias com as esferas federal e estadual.

Entre as aquisições a serem destacadas estão cinco ambulâncias, inclusive a do SAMU, e uma Van com capacidade para 18 passageiros que qualificaram o atendimento dentro do município e os deslocamentos de quem diariamente busca tratamento fora dele.

- Tem sido uma busca constante por segurança e qualidade. Temos 19 mil habitantes em Piratini e, segundos nossas contas, anualmente mais que nossa população acessa nossos serviços de transporte – calcula o secretário que destaca a necessidade da manutenção e contínua renovação devido principalmente aos pacientes oncológicos.

- Neste momento nós temos 78 pessoas realizando o tratamento contra o câncer, uma doença agressiva e por isso é essencial que tenhamos veículos que nos permitam apenas a permanência necessária em outras cidades após as sessões de quimioterapia e radioterapia – disse.
São fatores que para o gestor justificam a alta quilometragem mensal de sua área, o que  nem sempre é compreendido por todos , mas justificável porque a cura é buscada diariamente a centenas de quilômetros de Piratini.

Entre as novas metas junto ao Ministério da Saúde estão uma segunda ambulância para o serviço de emergência interno e, entre as conquistas uma parte dos aparelhos para equipar uma delas com uma UTI Neonatal para remoção de bebês, novos carros para a atenção básica e para a Vigilância Sanitária.


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segunda-feira, 31 de março de 2014

Piratini irá receber uma Patrulha Agrícola

Em visita a Piratini, o que originou uma reunião com o prefeito Vilso Agnelo, o secretário-adjunto de Pesca e Cooperativismo do Rio Grande do Sul, Ronaldo Franco de Oliveira, anunciou que o município será a primeira cidade da região a receber uma das seis patrulhas mecanizadas adquiridas pelo governo do estado para auxiliar no acesso e manutenção das estradas que ligam os assentamentos da reforma agrária.

As patrulhas que tiveram um custo total de 18 milhões de reais se encontram em Esteio de lá seguem para seis grandes regiões gaúchas, são compostas uma moto-niveladora, uma retroescavadeira, uma escavadeira hidráulica, duas caçambas, um trator e um rolo compactador que atuarão depois de Piratini em estradas de Pinheiro Machado, Arroio Grande, Herval e Pedro Osório.

O reforço chega num momento considerado crucial para o escoamento da produção e, mesmo que beneficie assentamentos e seus acessos, ajudará amenizar a precária situação agravada pela grande quantidade de chuvas, das vias rurais, motivo de audiência pública entre executivo e 27 produtores na semana passada.

- Isso mostra além da luta do Movimento Sem Terra, MST, o compromisso do governo com as pessoas e localidades menos privilegiadas e que são prejudicadas por estradas ruins. É a união dos governos estadual e municipal para solucionar problemas graves a produção leiteira e outras atividades produtivas – disse Ronaldo Madruga.

A fiscalização do equipamento e seu uso ficarão a cargo do estado, mas, o combustível será custeado parte pelo Instituto de Reforma Agrária, INCRA, e parte pelas prefeituras contempladas que também fornecerão os operadores.
Foto: Dione Rodrigues
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terça-feira, 25 de março de 2014

Produtores reúnem-se para reclamar terceiro

Terça-feira- 25 de março
Reunião com autoridades tratou situação do terceiro
A malha rural de Piratini, motivo de eternos pedidos, protestos e discussões, foi pauta no saguão da prefeitura nesta terça-feira quando 27 produtores de soja, trigo, arroz e milho e também pecuaristas, requisitaram urgência em uma solução para o terceiro distrito, um dos mais extensos entre os cinco existentes no município e onde a área plantada hoje é de 19 mil hectares de terra.

Além das estradas de chão batido por onde em no máximo dez dias começam a ser escoadas quase um milhão de sacas segundo o produtor Fernando Jacondino,(foto abaixo) eles exigiram também providencias imediatas para as diversas pontes que precisam suportar o peso no vai e vem dos cinquenta caminhões responsáveis por transportar os grãos colhidos.

- Ano passado isso gerou cerca de 30 milhões e este ano a previsão é de um milhão de sacas, ou seja, estamos fazendo nossa parte, investindo em Piratini ao adquirir tecnologia através de máquinas de última geração e tudo está em risco devido à falta de manutenção das estradas – reclama Jacondino.

Ele falou ao prefeito Agnelo que estava acompanhado do vice Vitor Ivan e do secretário de Infraestrutura e logística Carlos Alberto Reis. O produtor quantificou a extensão do trecho que amenizaria a crítica situação.
- No momento a manutenção em 150 quilômetros que nos possibilitarão o acesso as rodovias estaduais e federais já ajudaria. A expectativa é de três mil cargas que hoje teriam que passar por estradas ruins, péssimas e intransitáveis, pois assim se divide as vias do nosso distrito -  falou para logo a seguir ampliar:
- Se a prefeitura não for parceira dos produtores e der uma solução imediata para esta situação, corremos o sério risco de ver comprometida a produção, pois, boa parte vai se perder nas lavouras – encerrou.

O que diz o prefeito:
Vilso Agnelo se mostrou sensível à situação dos produtores, mas admitiu a dificuldade em manter os 7.200 quilômetros de estradas rurais em boa de trafegabilidade. Justificou também o caso do distrito em questão com a grande e atípica quantidade de chuvas em 2014, e aceitou a ajuda oferecida por eles para solucionar ao menos uma parte do problema.

- Há 98 anos não chovia tanto. Foram 700 milímetros de chuva de janeiro até agora, e isso fez com que a situação fugisse do nosso controle. Somos bem intencionados, queremos fazer, mas não podemos vender falsas expectativas. Temos vontade, mas muitas vezes, inclusive em virtude do tempo, ficamos impossibilitados – admitiu o gestor que ordenou que logo a seguir ocorresse uma nova reunião a portas fechadas  com o secretário Carlos Reis e os produtores e nela se traçasse um plano em parceria para atacar os principais pontos no terceiro distrito.
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terça-feira, 18 de março de 2014

Desenvolvimento Rural entrega 10 mil alevinos

Terça-feira- 18 de março
Este ano programa vai entregar 10.100 unidades
Na terça- feira, 18, o produtor Everton Picanço (à esquerda na foto) foi novamente retirar, há exemplo do que tem feito nos últimos anos, o seu lote de Carpa Capim, espécie que integra o Programa de Distribuição de Alevinos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural.
Picanço cria a carpa para consumo próprio e as 100 unidades seriam a seguir soltas nos dois açudes da propriedade da família, no Cerro dos Canócas, 1º distrito do município e ,segundo ele, em um ano estarão no tamanho ideal para serem abatidas..

André Lopes Pereira, que dirige a pasta, disse que o programa que este ano vai entregar 10.100 alevinos, é voltado principalmente para a agricultura familiar focando a qualidade alimentar de quem cultiva as espécies que são variadas já que, além dos três tipos de carpa distribui entre outros, também Jundiá, Lambari e Traíra.

- São espécies que de adaptaram fácil e rapidamente a nossa região e resultado de uma orientação técnica que mantemos, o que faz chegar até o produtor por preço inferior ao de mercado, principalmente devido à exclusão do valor do frete – explica André Pereira.

Essa orientação que funciona com um controle de qualidade também colabora para reduzir a possibilidade de infestar os viveiros com animais contaminados com tipos de fungos, o que pode matar os peixes  neles existentes e comprometer a criação.

Essa foi a primeira de duas distribuições realizadas anualmente e somadas, acredita o secretário, deve se igualar a do ano passado quando 32 mil alevinos foram entregues para 200 produtores cadastrados.

- Além da aquisição para criação com o objetivo de consumi-los, há ainda aqueles comercializam e com isso conseguem ampliar sua renda mensal o que impacta no crescimento da distribuição desde que não tenhamos a interferência da falta de chuva – ressalva Pereira, alicerçado na estiagem de 2012 que prejudicou de forma significativa a cultura, o que não vai ocorrer este ano já que tanto o verão quanto a primavera foram bastante chuvosos o que manteve o bom nível dos açudes.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ladrão de imagens será indiciado pela Polícia

Sexta-feira- 28 de fevereiro
Centro Santo Antônio foi um dos alvos do ladrão
Uma estranha e peculiar atração por objetos ou locais sagrados vai render para um homem de 28 anos, assim que o inquérito foi concluído, o indiciamento por arrombamento e furto, crimes praticados no mínimo contra três locais que abrigam ou comercializam imagens da religião umbandista.

Segundo o delegado Edson Ramalho, os procedimentos serão concluídos na próxima semana e serão encaminhados à justiça para análise e possível punição.
O acusado cultiva hábitos estranhos como vagar durante a madrugada pela cidade, horário ideal para a prática dos furtos.

Ele está sendo apontado como responsável pelo ataque a dois centros umbandistas, Santo Antônio e Nossa Senhora da Conceição, de onde furtou imagens de exus, também de uma banca que vende esse tipo de artigo e de objetos pertencentes a túmulos situados no Cemitério Municipal de Piratini.

No caso dos três primeiros episódios, e que somados perfazem um total de R$ 1.225, ( um mil duzentos e vinte e cinco reais) uma peculiaridade chamou a atenção dos agentes. Sempre que consegue acesso aos locais umbandistas, o ladrão antes de levar boa parte da bebida encontrada, primeiro a consome em altas quantidades. 

Outra curiosidade é que em sua conta particular  na rede social, ele também evidencia sua adoração pela religião afro postando fotos  dos locais e trajando vestes usadas para as celebrações.

Em todos os casos ele foi apontado por testemunhas que o viram  circulando nas imediações dos alvos antes ou depois dos ataques.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Afrânio não reconhece e Civil vai aguardar

Quinta-feira- 27 de fevereiro
Continua um grande mistério o caso envolvendo o idoso Afrânio Vaz Madruga,68 anos, covardemente agredido no inicio da manhã da segunda-feira, 24, no Bairro Sinuelo.
Durante sua recuperação no quarto 36 do Hospital Nossa Senhora da Conceição de Piratini, ele teve r em mãos as fotos levadas  pelos agentes da Polícia Civil e não reconheceu os dois suspeitos apontados por seus vizinhos, entre eles, um homem que responde um processo por pedofilia e que é morador do bairro.

Ambos não estão descartados pela polícia devido ao estado de lucidez de Afrânio ainda ser um tanto confuso dado às agressões e o trauma que sofreu.

As autoridades irão aguardar o restabelecimento completo do idoso para novamente tentar o reconhecimento.
Ambos os suspeitos já foram ouvidos na delegacia e negaram a autoria crime.

Afrânio sofreu múltiplas lesões na face, braços, abdome e testículos. Ele foi encontrado por uma popular que não está descartado de estar entre os agressores.
O crime chocou a comunidade devido a popularidade da vítima que ganha a vida limpando quintais. Nas redes sociais, centenas de comentários pedindo justiça foram registrados.

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Fevereiro registra 205 milímetros de chuva

Quinta-feira- 27 de fevereiro

Em Piratini às culturas que dependem do solo úmido no verão estão garantidas se depender da quantidade da chuva que em janeiro registraram a marca de 275, 7 milímetros em 13 dias de precipitação, segundo registrou o pluviômetro instalado na empresa de cereais Westermann Comércio e Agropecuária LTDA, situada no Cerro do Galdino, 1º distrito do município.
Segundo a previsão do tempo, o carnaval na capital farroupilha será de tempo estável, mas, fevereiro não deixou a desejar com relação à chuva.

Com dois dias a menos no calendário, o mês atípico já ultrapassa os 205 milímetros e, com a quinta-feira 27 ainda por terminar, o penúltimo dia de fevereiro ultrapassa o que foi registrado dia 03 quando os marcadores acusaram 30, 5 milímetros. Nas primeiras horas da manhã já havia chovido 47, 5 milímetros.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

40 ANOS ESPERANDO PELA REDE D’ÁGUA POTÁVEL

Terça-feira- 09 de abril
Reservatórios aguardam caminhão pipa
Maria, Vilma e Elina, são três irmãs com uma mesma resposta para uma situação que beira o absurdo incompreendido e que já dura 40 anos: “Não sei”.

A negativa vem diante da pergunta:  Porque vocês não tem água potável  aqui? A resposta é compartilhada por outras onze famílias que residem no Passo da Caneleira, pequena localidade que, com o passar dos anos foi sendo povoada aos pés da cidade e ha algum tempo passou a ser considerada área urbana, mas sem ver os benefícios comuns a quem reside no eixo mais populoso chegarem junto com a mudança de categoria geográfica.

 Elina Cavaleiro Bueno, 52 anos, já se acostumou com a ideia de não viver o suficiente para ver as máquinas da Corsan estendendo a rede que termina  logo ali, em uma residência localizada há 1.300 metros da sua, onde o líquido potável jorra sem nenhum problema.

Velha cacimba está com nível abaixo do normal
Com a estiagem prolongada novamente presente e que castiga os moradores da pequena vila, a rotina não se altera e, todos os dias, a saída, inclusive para consumo humano, vem de uma cacimba situada a duzentos metros e já dentro de um campo onde o proprietário e médico Vitor Lobato, autorizou que um improvisado encanamento leve, empurrado por bomba, água para as casas enquanto não chega o dia da passagem do caminhão pipa da prefeitura responsável por encher os reservatórios de 500 litros suficiente, se bem usado, para uma semana.

Mas o baixo nível do velho poço que migra do solo, também já aponta seu esgotamento.
Maria Cavalheiro, 43 anos, relembra que devido às estiagens constantes e essa espera pelas máquinas que parece não ter fim, muitas foram às vezes em que ela percorria longas distâncias  com  trouxas de roupas sujas para lava-las no Passo da Vila e após o lavado,  refazer o trecho de volta para casa, situação também vivida pela terceira irmã, Vilma, que apela a Deus para que extensão da rede recomece e chegue ao pequeno bairro.
- Não sei o motivo. Eles (não soube dizer quem), já vieram aqui várias vezes e nada foi feito. Que Deus nos ajude para gente parar de passar trabalho – pede.

Irmão sonham em ver a rede da Corsan chegar ao bairro
O problema que se arrasta há anos retornou à pauta foi na última sessão da Câmara de Vereadores através do vereador Daniel do Paredão, PMDB,    que requisitou ao executivo providências para tirar o bairro desta situação incompreendida diante do direito que todos tem à água potável dentro de áreas urbanas.
- Será que em todos estes anos em que a prefeitura trabalha em parceria com a Corsan, distribuindo água, não houve tempo para buscar uma solução? Questionou o vereador. - O gasto com essa distribuição certamente já superou o valor que seria gasto com a obra - Acrescentou.

Posição da Corsan-Fizemos contato com a gerente da Corsan local, Jane de Castro Silveira, que informou ter conhecimento da situação e que pediu ao vereador um documento oficial assinado pelos poderes e que um outro venha assinado pelos residentes. Segundo ela, esse é o trâmite inicial para encaminhamento à Superintendência da companhia para um levantamento técnico de toda a situação através de um engenheiro e possíveis futuras ações.
O incompreensível, é que o acesso ao Passo da Caneleira está localizado a beira da estrada que leva ao Cancelão, distante dez quilômetros e onde a Corsan mantém redes e reservatório para distribuição.

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domingo, 7 de abril de 2013

Justiça chama entidades para cadastramento


Atendendo a resolução 154 do Conselho Nacional de Justiça, o Juiz de Direito da Comarca de Piratini Roger Xavier Leal está convocando para que em um prazo de trinta dias todas as entidades públicas ou privadas que tenham como finalidade o social, para que compareçam à Vara de Execução Penal com o objetivo de realizarem o cadastramento que possibilite ter direito às verbas decorrentes de transações penais ou pecuniárias.
Na prática, o cadastro permitirá a continuidade do repasse de valores ou bens adquiridos pagos por quem comete pequenos delitos e tem como opção dispor de valores encaminhados às entidades e desta forma tem o processo no qual é réu encerrado.
 Além disso, o cadastramento  viabiliza o atendimento de projetos, programas ou curso de capacitação/qualificação profissional, geração de trabalho e renda às pessoas em cumprimento de penas e/ou medidas alternativas, mediante recebimento de verba depositada a título de prestação pecuniária ou transação penal.
Poderá participar do presente procedimento qualquer entidade pública ou privada legalmente constituída, que tenha, obrigatoriamente, como objeto de seu contrato/ato constitutivo as áreas de assistência, segurança pública, saúde, educação, qualificação profissional, geração de trabalho e renda.
O prazo para as entidades se cadastrarem é de trinta (30) dias, contados da publicação do presente Edital, que será  afixado no átrio do Foro.
Para fins de homologação do Cadastro, as entidades interessadas deverão encaminhar os documentos abaixo discriminados, todos vigentes no ato de entrega, depositando-os no Cartório da Vara das Execuções Criminais, onde poderão ser obtidas informações acerca do presente edital. Os documentos deverão ser entregues em envelope, com a seguinte especificação:

2 – FORMA DE CADASTRAMENTO, INSCRIÇÃO E LOCAL:
ENTIDADE:  (razão social, endereço atualizado e telefone).
3 – DOCUMENTOS PARA O CADASTRO:
3.1 – Ata da atual Diretoria, especificando representante legal e seu mandato.
3.2 – Ato de nomeação ou termo de posse.
3.3 – Estatuto ou Contrato social da entidade em que figure a sua finalidade e demais alterações sociais.
3.4 – Cópia da Carteira de Identidade e do Cadastro de Pessoa Física dos representantes legais.
3.5 – Certificado de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ.
3.6 – Certidão negativa de débitos de tributos e de contribuições federais, emitida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.
3.7 – Certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, emitido pela Caixa Econômica Federal, especificando prazo de validade.
3.8 – Certidão negativa de débitos (CND/INSS) perante a Seguridade Social.
3.9 – Certidão negativa do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN, expedido pela fazenda Municipal.
3.10 – Certificado de regular funcionamento emitido pelos Conselhos Municipais que regulam a área de atuação da entidade, se for o caso.
3.11 – Certidões Negativas de investigação do Ministério Público Federal e Estadual (Setores de Improbidade Administrativa Cidadania e Direitos Humanos).
3.12 – Certidão Negativa da Justiça do Trabalho.
4 – HOMOLOGAÇÃO DO CADASTRAMENTO E CONVÊNIO:
4.1 – Serão cadastradas e estarão habilitadas as instituições que apresentarem toda a documentação constante do item 3 e  que atendam aos fins sociais divulgados no objeto deste Edital.
4.2 – A entidade que tiver seu cadastro homologado será comunicada através de ofício ou e-mail e participará de futura chamada pública, onde concorrerá a verba que estiver disponível.
4.3  – O cadastramento das instituições não obriga  a Unidade Gestora a   firmar termo de convênio.                
                                 
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Poço sem uso aumenta drama no Orlando


O quadro não se alterou em relação aos últimos três anos e assim, a estiagem se mantém castigando a zona rural de Piratini obrigando moradores da maioria dos distritos passarem diariamente por transtornos pela ausência do líquido incluído a falta dele para tarefas domésticas, matar a sede de animais de pequeno e grande porte e, em muitos casos, também para consumo humano.
Para a rural Satia Garcia Tunes, passar por essa situação e ao mesmo tempo vislumbrar uma estrutura praticamente a beira da casa construída para soluciona-la ali, tão perto e  sem uso, é motivo de indignação.
Ela reside no 5º Distrito, localidade Orlando Franco a beira da ERS 702, uma referência de mau uso do dinheiro público. O poço artesiano da foto foi perfurado há cerca de dois anos e foi visto como solução pela moradora.

- Moro aqui há quatro e realidade é péssima. Quando começaram a abrir nos deu esperança, esperança frustrada, em vão. Estou a 500 metros de um poço e a 200 de uma caixa d’água e não tenho água em casa - relata Satia que é ajudada pelo caminhão pipa da Prefeitura de Piratini que sem trégua abastece os reservatórios do interior.

Ela decidiu tomar providências e foi à Câmara de Vereadores em busca de explicações para a obra inacabada e dos responsáveis pela não conclusão. 
- Quero uma resposta. Vim aqui cobrar que façam o seu papel - cobrou, mas não foi à única.
Mas não foi sozinha:
- Quando chegarem a fazer o encanamento teremos um novo problema que será a reforma da bomba que pode já estar estragada por não terem dado a continuidade ao projeto – alerta Liege Almeida Lopes, também residente no Orlando Franco que compareceu junto ao marido ao legislativo.
Ela se refere à canalização, única parte que ainda resta a ser feita e que liga o poço artesiano ao reservatório localizado a quinhentos metros dali.
O assunto foi amplamente debatido na Câmara, mas, novamente não ao ponto de dar uma solução imediata pra o poço que poderia, se estivesse funcionando, acabar com o drama vivido pelas famílias em torno dele.
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segunda-feira, 25 de março de 2013

A logística (que falta) para escoar uma safra


Roberto Witter- Diário Popular


Piratini. Às vésperas de colher 25 mil sacas de soja – uma das maiores safras em 30 anos de atividade –, o agricultor Claudinir Strike percorre de moto os 13 km que separam uma de suas lavouras da BR-293. A cada buraco maior, desce, observa e traça uma estratégia para vencê-lo. Escoar a produção pela pequena estrada de terra é, talvez, o maior desafio dentro do processo de produção este ano.  
“Aqui acho que vou ter que colocar um trator de prontidão para ajudar o caminhão a subir. Sozinho ele não consegue”, planeja o agricultor, em frente a uma ladeira íngrime e cheia de pedras soltas.
Segundo ele, há mais de um ano patrolas não passam pela estrada. A informação não causa espanto. A via com pouco mais de cinco metros de largura em alguns trechos está esburacada e cheia de pedras. Em alguns pontos, a chuva abriu valas com mais de 30 centímetros de profundidade em meio a pista. 
“As estradas de hoje no nosso interior são as mesmas do tempo que surgiu o município. Não é pra andar de caminhão. É estrada para passar com carro de boi”, brada o agricultor Fredo Westermann, um dos principais líderes do setor agropecuário no município. 
O problema é que os caminhões vão ser os veículos que irão rodar com mais frequência nos próximos dias, já que Piratini deve intensificar o processo de colheita da safra recorde esperada para este ano.
Só o agricultor Claudinir Strike estima que os três caminhões que serão utilizados para escoar a produção dele façam 30 viagens em meio aos corredores do segundo distrito do município. Seis viagens por dia. O trajeto mais curto, de 13 quilômetros, foi o que percorremos. Mas para chegar a outra propriedade, a distância sobe para 23 quilômetros. Fora ele, mais de 10 outros produtores repetirão a saga de transportar a oleaginosa das lavouras até as unidades de recebimento de grãos da região. A dificuldade em trafegar faz com que o tempo das viagens quase duplique. 
“Em épocas que a estrada estava melhor, os caminhões faziam este trajeto maior em 40 minutos. Agora, leva uma hora e 20 minutos, ou mais”, conta.


Sem respostas
Durante três dias a reportagem tentou localizar o secretário de Infraestrutura e Logística de Piratini, mas ele não foi encontrado. Contatos telefônicos foram feitos e a equipe esteve na sede da prefeitura. Outros secretários também foram procurados por telefone, mas não atenderam as ligações. 

O progresso do asfalto ainda não chegou a Pedras Altas
Uma das únicas cidades da região sem acesso asfáltico, Pedras Altas convive há anos com a esperança de viver longe dos buracos. O que, ao que parece, está longe de ocorrer. 
A obra de pavimentação da RS-608 perdura há anos. Até agora, sequer um pingo de asfalto foi derramado na estrada. A obra mais visível até o momento foi a modificação no traçado de algumas curvas, para encurtar distâncias e diminuir o custo da operação. 
Enquanto isso, motoristas convivem diariamente com o martírio que é percorrer os pouco mais de 30 quilômetros que separam Pedras Altas de seu antigo município sede, Pinheiro Machado. 
“São mais de 10 anos de promessa de asfalto, mas até agora nada. De caminhão, hoje levo uma hora. Mas houve períodos em que a viagem demorava uma hora e quarenta minutos”, recorda Delmar Krüger. Há 20 anos ele e o pai viajam de Pelotas até Pedras Altas para comercializar frutas e legumes, em uma feira montada na carroceria de um caminhão. 
“A velocidade máxima que a gente consegue andar é 40 por hora, em alguns trechos mais largos da estrada. A maior parte do tempo é devagar, pra evitar gastar muito com manutenção do caminhão”, conta. 
A suspensão dos automóveis sofre. Segundo o empresário Flávio da Rosa, não é qualquer carro que aguenta o tranco, “só jipe, kombi e fusca, e olhe lá!”. 
“Arrebenta amortecedor, mola, e tudo mais. Vive dando problema na parte de baixo dos carros. A manutenção tem que ser contínua. E volta e meia se encontra pedaços de para-choque e de escapamento na estrada”, acrescenta Flávio, que fala com propriedade do assunto, já que possui cinco kombis e três ônibus que transportam passageiros pela região em viagens fretadas.   


O Governo do Estado diz:
Segundo o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer), a obra de pavimentação da RS-608 teve início no ano de 1998. Depois, teria sido paralisada e retomada somente em 2010. O prazo atual para conclusão é junho de 2013, mas será prorrogado. O atraso ocorreu devido a problemas de licenciamento da obra. Segundo o Daer, já estão sendo iniciados os trabalhos de pavimentação nos trechos já terraplenados. A obra deve custar aproximadamente R$ 22 milhões aos cofres do Estado e o novo prazo para conclusão não foi informado.

A culpa é da burocracia, diz secretário Mainardi 
A frente de uma das pastas mais envolvidas no assunto, o secretário de Agricultura Luiz Fernando Mainardi culpa a burocracia pelos problemas de logística rural, e alerta: o campo está a beira de um colapso, caso medidas não sejam tomadas. 
“A ideia surge em uma sala de forma maravilhosa. Sai da sala de projetos ainda melhor. O problema são os corredores que a proposta precisa ultrapassar antes de ser executada. Cada medida percorre um número infinito de salas e gabinetes”, exemplifica o secretário. 
Para Mainardi, a velocidade com que o agronegócio cresce no Brasil não é acompanhada pelas obras de infraestrutura. O problema acaba estourando na conta dos produtores, estimulados a investir em tecnologia para o aumento da produtividade, mas injustiçados quando o assunto são as contrapartidas do governo. 
“Precisamos desobstruir os caminhos que levam a melhorias de estradas, portos e aeroportos. Tem de haver uma solução legal, transparente, que substitua a atual burocracia e agilize os processos. Uma licença ambiental, por exemplo, pode atrasar um ano, dois anos. Não pode acontecer. O grande adversário que temos é a estrutura estatal que se alimenta da burocracia”, afirma. 

O problema é nacional 
O colapso na logística rural não é “privilégio” gaúcho. A falta de estradas em boas condições é o principal problema dos agricultores da região Centro-Oeste, maior produtora de grãos do país. As possíveis soluções também são alvos frequentes de seminários e debates do setor. Muitas ideias, poucas ações. 
Esta semana a desorganização pode ter penalizado o país. Uma trading da China, principal país comprador de soja no mundo, cancelou a importação de 2 milhões de toneladas de oleaginosa devido ao atraso na liberação de navios no porto. Dos 12 navios com soja encomendada, dez não chegaram ao país asiático. 
A medida soa como estratégia dos matreiros chineses para revisar preços. Mas não pode ser desconsiderada. A demora nos portos existe, e beira o absurdo. Em Paranaguá, as embarcações chegam a ficar 60 dias atracadas até que o carregamento seja finalizado. E cada dia de navio parado gera um custo que varia entre 20 e 30 mil dólares. 

Porto de Rio Grande sem filas 
No quesito portuário o Rio Grande do Sul leva ligeira vantagem pela proximidade entre as lavouras e os terminais graneleiros de Rio Grande. Os quatro ramais são operados por empresas privadas (Termasa, Tergrasa, Bunge e Bianchini), que tem expertise no processo de embarque de soja e trabalham com eficientes mecanismos de agendamento via internet. Segundo o diretor do complexo Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson, o sistema, em funcionamento desde 2007, garante que 1,2 mil caminhões descarreguem a oleaginosa por dua nos terminais, com apenas algumas horas de espera.
“Os quatro ramais do complexo portuário possuem capacidade para carregar um navio de 60 mil toneladas em até 48 horas. O terminal da Tergrasa tem um sistema que faz o trabalho ainda mais rápido, podendo levar apenas 20 horas”, explica, Dawson.

Rio Grande como alternativa para Paranaguá 
O porto de Rio Grande já serve como alternativa para o apagão logístico de Paranaguá. Há pouco mais de uma semana, um navio com 60 mil toneladas de soja produzida no Paraná desceu até Rio Grande para ser embarcado nos terminais gaúchos.
Anualmente, o Porto de Rio Grande também é alternativa para o escoamento das safras uruguaia e paraguaia. 
Segundo Dawson, a partir desta semana a soja cultivada no noroeste do Estado já começa a descer até o sul do Estado, já que o processo de colheita já ocorre nas regiões produtoras. 
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Soja já começa a ser colhida em Piratini


Roberto Witter
Vinte e quatro hectares de soja super precoce inauguraram a colheita da oleaginosa em Piratini. Os grãos retirados no campo refletem o otimismo dos agricultores, que esperam uma safra recorde para 2013. 
Segundo cálculos do empresário cerealista Fredo Westermann, (foto), que acompanha o andamento da cultura de perto no município, Piratini ampliou em 45% a área destinada à soja. O número foi bem acima do índice de crescimento estimado pelo setor antes do final da semeadura, que era de 35%. 

“Com a produtividade deste ano, no mínimo, o município deve colher mais de 55,2 mil toneladas de soja”, estima Westermann, que é dono da única empresa de recebimento de grãos da cidade. 
O início da colheita também tem revelado um produto de boa qualidade.
Chuva em boa hora

Ao contrário do início do ciclo, quando as precipitações foram regulares e em bons volumes, um curto período de estiagem nos últimos dias trouxe preocupação para algumas regiões do município, segundo a Emater. 

Atualmente, 50% da soja semeada em Piratini está na fase de enchimento de grãos, época que a planta mais necessita de água. A chuva dos últimos dois dias, portanto, foi providencial.

“Em algumas áreas já existe o risco de pequena quebra de produtividade. A chuva foi boa, cerca de 20 milímetros (até a tarde de ontem), mas poderia ter sido um pouco maior o volume”, avalia Élio Aurélio, que é engenheiro agrônomo e chefe do escritório da Emater na cidade. 

Milho
A pequena estiagem também prejudicou a cultura do milho. Variedades cultivadas mais cedo tiveram excelente desenvolvimento. Já o milho do tarde, que se divide entre as fases de floração e de enchimento de grãos, não resistiu bem ao déficit hídrico. A Emater, no entanto, ainda não consegue estimar o tamanho do prejuízo que sofrerão os agricultores. 

Diário Popular
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quinta-feira, 21 de março de 2013

MP retoma assunto cargos e ameaça com ação


Virou uma questão de interpretação jurídica a determinação do Tribunal de Justiça do Estado, que acatou pedido do Ministério Público dando um prazo de seis meses para a Prefeitura de Piratini demitir 47 Cargos em Comissão.
De um lado, o jurídico administrativo garantindo que a ação perdeu seu objeto devido à lei em questão e, combatida pelo MP, não mais existir, já que uma nova com o mesmo objetivo foi criada em janeiro deste ano.
Do outro, a oposição a Vilso Agnelo, garantindo que houve um “atrapalho” de quem fez a redação do projeto 08/2008, pois este apenas alterou artigos da 1167/90 e não a extinguiu como afirma o setor competente, o que ganha força a partir da foto que ilustra a reportagem, que mostra a parte superior do Projeto de Lei agora aprovado.
No centro das atenções, a promotora Cristiana Chatkin que gravou na tarde de ontem, uma nova entrevista concedida à Rádio Nativa e que vai ao ar na íntegra neste sábado pela manhã.
Pela primeira vez, Chatkin admitiu a possibilidade do objeto da ação ter sido perdido com a possível, mas ainda em avaliação, lei nova aprovada pela Câmara. Mas ela criticou o que entende ter sido uma manobra do executivo para driblar, mesmo que dentro das normas, a determinação, e apelou para a moralidade:
- Se a prefeitura está fazendo isso com o objetivo de burlar a justiça, o prefeito deve pensar na obrigação moral com a sua comunidade e que devem nortear os atos de um administrador. Sem avaliar as novas informações, moralmente falando entendo que a ação tem validade, deve ser cumprida e o concurso público precisa ser aberto – disse a promotora.
Ela informou que já requisitou à Prefeitura a relação de cargos, inclusive os novos, e as leis que foram aprovadas para permitir a contratação, e novamente rebateu a afirmativa de que tudo estaria conforme reza a Constituição.
- Eles disseram ao Jornal Diário Popular que tudo foi feito dentro da lei. Não é verdade, pois, criaram novas leis em desacordo com Constituição, dando apenas novos números e nomenclaturas, colocando pessoas que nem sabem quais são suas funções e nem mesmo, algumas delas, quem são seus chefes – criticou Chatkin.
Novas providências- Além de estudar se a Lei 1167/90 foi somente alterada e não extinta, o que deixaria no máximo para a prefeitura a possibilidade de recorrer a uma instância superior da justiça para tentar a reversão da determinação, Cristina Muller Chatkin disse que, se não se satisfizer com as respostas do executivo, vai remeter novas informações e documentos à Procuradoria para que uma nova Ação Direta de Inconstitucionalidade ADIN, seja ajuizada junto ao Tribunal de Justiça, absorvendo agora, os novos Cargos de Comissão que foram criados, mas, não somente isso:
- Se o ato de ferir as leis foi novamente feito, criando CCs entre aspas, falsos, o Ministério Público vai mover uma nova ação de Improbidade Administrativa, a terceira, contra o prefeito Vilso -

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Enquete aponta culpados por infidelidade

O Blog Eu Falei colocou em discussão um assunto que tem dizimado famílias com uma frequência que assusta até mesmo a Igreja Católica: a infidelidade.
Quando isso ocorre, quem, na relação, é o responsável?
O traidor, o traído, ambos?
Em nossa enquete, um empate técnico e surpreendente.
Dos participantes, 48% apontaram o traidor como responsável. Mas com apenas um voto a menos, portanto com o mesmo índice, a enquete apontou o casal como o motivo do ato sem justificativa mas, com explicação.
Apenas 3% apontaram o traído como culpado.
Mas o que dizem os espacialistas?
Leia abaixo um interessante artigo publicado na Revista Vida & Saúde.

Infidelidade Conjugal e Nacional 

A infidelidade conjugal continua a destruir muitos lares,infelizmente. É um sintoma tanto de problemas emocionais como espirituais;um tipo de maldade,mesmo que ocorrendo sem intenção consciente de machucar o conjugue traído.
Nada justifica a traição conjugal. A situação conjugal complicada pode explicá-la, mas não justificá-la. Justificar tem que ver como provar que houve uma razão legal ( dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo.
O conjugue que trai age injustamente. O conjugue traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o outro de atenções, sexo,diálogo,companhia,etc. Ambos, traído e traidor,geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram. Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais. Nesse caso, o outro conjugue não tem quase nenhuma culpa.
Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação,instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de ódio,tristeza,estranheza,sensação de estar casado agora com um ‘’inimigo’’ . O que era íntimo fica afastado ; o que era confiável,fica desconfiado; o que era amigo,parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.

A Dra. Carmita Abdo e equipe pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras,concluindo que as mulheres que menos traem são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são as do Rio de Janeiro (34,8%).
Outros Estados ficaram assim quanto à porcentagem de mulheres que traem (em média): Pará 20,3% ; Santa Catarina 23,3% ; Mato Grosso do Sul 23,6 % ; São Paulo 24,1% ; Bahia 25,2 % ; Pernambuco 26,5 % ; Ceará 26,7 % ; Goiás 27,7 % ; Minas Gerais 29,5 % ; Rio Grande do Norte 30,2 % e Rio Grande do Sul 31,7 % .
Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%) . Depois vem São Paulo com 44% ; Minas Gerais     52 % ; Rio Grande do Sul 60% ; Ceará 61 % e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64% . Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo esse estudo da Dra. Carmita da USP.
A prevalência de um ‘’caso sexual’’ entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro : 50,6 % dos homens brasileiros admitiram ter tido um ‘’caso sexual’’ com outra mulher, enquanto que 25,7 % das mulheres admitiram ter feito sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um ‘’caso’’ e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia.

A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam ‘’amor virtual’’. Isso mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual termina em sexo real. Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu conjugue com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de forma injusta, porque é muito fácil ser ‘’amável’’ virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendido(a) ou vítima para a pessoa no outro lado da conexão ( ou pessoalmente).
Criam-se ilusões e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa ‘’interessante’’ também tem problemas.
A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por (1) diálogo sincero, (2) humildade de ambos,marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las , (3) aceitar a limitação  do outro para amar como sonhamos ser armados,(4) aceitar o amor possível, (5) parar de ter obsessão pelo outro, (6) aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental e que esse fato produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e por último a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um.
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