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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Paulo Dias Taddei


Curtas ...

Ponte. A Ponte do Costa continua com suas “crateras”. Agora em “versão ampliada”. Até quando? E o órgão estadual responsável? Estão aguardando o quê? Não queremos que ninguém se machuque por lá. Com a omissão, em tese, o representante legal do órgão responsável, assume o risco de produzir um resultado lesivo. Quando o povo se une e protesta é, em muitos casos, acusado de radicalismo, vandalismo ou coisa semelhante. Será que algumas autoridades ainda não perceberam que muita gente começa a desacreditar neste modelo de Estado e de Governo, em suma: neste sistema?

Rodovia. Que diferença é viajar pela BR 293 em relação à RS 702, principalmente à noite. A primeira com a pista de rodagem muito bem sinalizada, demonstrando a preocupação com a segurança dos usuários. A segunda praticamente sem sinalização. Pior ainda em dias de chuva, como quarta-feira passada, pois quase que não se enxerga a fraca marcação existente. O que há com o Estado do Rio Grande do Sul? Isso não é de hoje, diga-se de passagem.

Chuva em Pelotas. No dia 03 (quarta-feira passada), em Pelotas, ao atravessar uma rua, procurei uma sarjeta que pudesse pular, mas tudo era uma sarjeta só. Não tive alternativa, a não ser colocar os pés na água (com calçados e meias), “até a canela”, para atravessar a rua e poder chegar até o carro. Este é não é um problema novo em Pelotas, mas cada vez mais se agrava. Uma pena!

Perdas: A vida é mesmo muito complexa. Às vezes, diante de certos fatos insólitos, pensamos, mesmo contra nossas convicções, que nada tem sentido ou lógica. Há fatos que, aparentemente, são injustificáveis. É claro que após meditações e reflexões, nos "agarramos" às nossas "crenças" e acabamos "engolindo" - até mesmo por falta de alternativa - determinadas perdas.

Medo. O medo entorpece os sentidos, reduzindo ou mesmo suspendendo uma "vocação ontológica do ser humano": a de "ser mais" (as expressões grifadas são utilizadas por Paulo Freire).





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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sobre o amor ... que amor?

Paulo Eduardo Dias Taddei Escrevi, esses dias, um pequeno texto sobre o amor no Facebook. Solicitaram-se sua ampliação e publicação. Estou fazendo isso. Correndo todos os riscos de quem fala sobre um tema que pode transitar do simplório ao complexo com a velocidade da luz. É, também, sempre um tema polêmico, posto que subjetivo; alicerçado na opinião. Corro o risco de passar por brega ou pueril. Assumo o risco, em nome do amor (Viram? Nada mais brega do que esta afirmação). Observo, cotidianamente, inúmeras manifestações sobre o amor. No caso, para ser mais específico, sobre o "amor condicional". Não vejo como alguém que não se ame possa efetivamente amar alguém. Pode ter um sentimento de posse muito forte, doentio até, a ponto de se autodesprezar em favor do outro, mas isso não é amor, pois o amor, mesmo que condicional, não convive com o autodesamor. Os gregos falam de quatro tipos de amor: Eros (amor físico/sexual), Storge (amor familiar), Philos (amor amigo) e Ágape (amor incondicional). Especulando, opino que um relacionamento, em regra, começa pelo Eros, passando pelo Philos, para, um dia quem sabe, chegar ao Storge (não considero o Stroge como amor consangüíneo, unicamente). Ou, por outro lado, pode acontecer tudo isso simultaneamente. Quem duvida? O “philos” é que faz o relacionamento durar. O “Eros”, como foi dito, é de presença certa nos primeiros tempos do relacionamento, mas tem seus dias contados, podendo levar com ele o próprio relacionamento. Existe um amor doentio que às vezes é confundido com o amor incondicional. Existem pessoas, por exemplo, que, simplesmente, de forma patológica, colocam na cabeça que não podem viver sem determinada pessoa, que “não está nem aí” para ela. Isso é doença e deve ser tratada. Há, por outro lado, quem diga que “amor sem ciúme é como uma flor sem perfume”. Bobagem! Simploriedade! Amor e ciúme não andam juntos. Eles colidem! Paixão e ciúme podem andar juntos, em relação dialética de exclusão e complementação, mas amor ... não creio! Amor é um sentimento positivo, mesmo que seja condicional, enquanto ciúme é sempre um sentimento negativo, destrutivo e, pior: autodestrutivo. Existem pessoas que não conseguem ter uma relação sem ciúme. E suas relações são, em regra, a ante-sala do “inferno”, salvo se o(a) companheiro(a) se sujeite a todos os seus caprichos patológicos. Qual o amor ideal? Ora, o ideal é o amor incondicional, um amor muito raro entre os humanos. No amor incondicional você ama sem pedir nada em troca: ama porque ama; o amor é um fim em si e para si, e não um meio. Atenção: este amor não é doentio; este amor deixa livre; este amor não sufoca. O amor condicional, o mais comum – e possível – entre nós, pode – e deve – ser saudável, dependendo de como lidamos com ele. Não temos ainda evolução moral suficiente para amar incondicionalmente, salvo exceções, como, por exemplo, Madre Tereza, Chico Xavier, Francisco de Assis, Antônio de Pádua, dentre outros. Não falo de Jesus pelo mito construído em torno deste ilustre personagem. Tive coragem! Assumi o risco! Mesmo que, vez ou outra, tenha caído na simploriedade e na breguice. Enfim, venci-me e, atendendo a um pedido, escrevi sobre o amor. Tentei – não sei se consegui, mas, minha intenção foi tratar o amor não como um termo surrado, gasto e anacrônico, mas como um sentimento (e um comportamento) positivo, marcado pelo respeito, pela tolerância, pela paciência, pelo afeto, pela solidariedade, pelo companheirismo, enfim ... por tantos outros sentimentos e comportamentos positivos. Acho que, por enquanto, é isso!
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domingo, 2 de dezembro de 2012

Poderia, mas não vou fazer ...



                                                                                               Paulo Eduardo Dias Taddei
Voltando a este Blog, com muita satisfação, após um período de afastamento por causa de inúmeras atribuições, em primeiro lugar peço desculpas ao Nael e a todos e todas que ainda lêem o que escrevo, por esta ausência.
Hoje eu poderia falar sobre o Natal, mas não vou fazê-lo, porque minha leitura do Natal, e de sua origem, é diferente da leitura dominante. É uma temática que envolve fé, daí minha decisão em não escrever sobre o Natal.
Poderia falar sobre o STF e o julgamento do mensalão, mas jamais chamaria qualquer dos ministros de “heróis”, como vi ontem em uma revista semanal de um amigo, porque não há heroísmo no cumprimento cotidiano de nossas atribuições, mas o simples exercício de um dever legal. Respeito, claro, o trabalho realizado, reconhecendo que talvez tenha sido o julgamento mais demorado e mais complexo da história do Brasil. Nada mais!
Poderia também elogiar o Ministro Barbosa por não ter acolhido o pedido de prisão imediata dos condenados, mas não vou fazê-lo porque, em tese, a decisão não poderia ter sido outra, uma vez que os recursos dos condenados não transitaram em julgado. Posso, como alguém que trabalha diuturnamente com o Direito, há 28 anos, manifestar minha perplexidade com o pedido inusitado de prisão imediata dos condenados, em tese, sem base legal e/ou justa causa.
Poderia, também, fazer uma breve retrospectiva do ano de 2012, mas não vou fazê-lo, por falta de espaço e por preguiça mental, após um ano positivo, mas de muita correria em razão do número de atividades que, com muita alegria, desenvolvo atualmente.
Poderia, poderia, poderia ... mil coisas ... mas vou falar de minha esperança nas possibilidades de construção de um mundo melhor. Acredito nisso, até mesmo por “vocação ontológica”. Imagine se acreditasse, por exemplo, que pobreza e riqueza são situações fatais, imutáveis, que fazem parte da “natureza humana”, e que decorrem de um “decreto divino” de natureza irrevogável? Imaginem se acreditasse que as pessoas são boas ou más por natureza, como se bondade ou maldade fosse alguma coisa pronta e acabada em nós, e não uma construção histórica, no âmbito de nossas relações com os outros e com a natureza? 
Dois sentimentos se complementam e se excluem, simultaneamente, quando penso no ser humano: decepção e esperança. Decepção, quando vejo diariamente situações concretas de exploração do ser humano pelo ser humano e a “normalização” disso como algo natural e imutável. Esperança, quando vejo “guerreiros” e “guerreiras” do cotidiano, anônimos ou não, lutando para a construção de um mundo mais justo, igual e solidário, ainda que em prejuízo de suas vidas pessoais e familiares.
É necessário deixar bem claro que tudo o que existe é construído na história, pelos homens e mulheres, ou seja, nada vem do céu como castigo ou recompensa. O “castigo” e a “recompensa” são, tão-somente, efeitos de nossa práxis na história. 
A partir do momento em que começarmos a ter este entendimento passaremos a perceber que não é normal a exploração entre os seres humanos; começaremos a entender que se construímos o “mal”, poderemos, por outro lado, construir o “bem”; se construímos a exploração, poderemos construir a solidariedade, em uma sociedade de classes sociais, marcada pela opressão, pela exclusão, pelo autoritarismo, pela alienação, enfim, por inúmeras práticas incompatíveis com a emancipação humana.
E ainda existem pessoas contra os direitos humanos ...

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Para início de conversa ...

                       
                                                                                  Paulo Eduardo Dias Taddei

                        Em primeiro lugar, quero agradecer ao Nael, pelo convite para participar, como um dos colunistas, de seu “Jornal Eletrônico”: é um privilégio, Nael!
                        Em segundo lugar, abraçar a todos e todas que valorizam o trabalho deste jovem jornalista. É necessário que valorizemos o trabalho que é feito aqui, por pessoas que aqui vivem, sem, claro, fechar as portas para o mundo.
                        Por uma questão de honestidade e de respeito a cada leitor e leitora deste Jornal, sinto-me no dever de, antes de escrever qualquer coisa, apresentar-me, e, em apresentando-me, apresentar, ainda que superficialmente, por razões óbvias, a minha visão de mundo, para que ninguém se engane ou se sinta enganado, porque ninguém é neutro: todos nós somos o resultado inacabado de nossas construções históricas, onde se situam nossas crenças e convicções.
                        Por que faço isso? Como disse, por honestidade e respeito. Fico um pouco contrariado com tantos quantos se proclamam neutros ou imparciais, para, dissimuladamente, introduzir (ou tentar) suas “visões de mundo” – e até partidárias –  como se nada tivessem com elas ou, no mínimo, para dar um certo “ar de impessoalidade”  (ou pseuda respeitabilidade) àquilo que afirmam.
                        Com efeito, apenas para dar um exemplo, ao ler um jornal, ouvir rádio, ver TV ou ler um livro, podemos perfeitamente captar a ideologia que está por trás de cada uma dessas modalidades de informação, ou de conhecimento, no caso do livro, dependendo do objetivo da obra, é claro.
                        Ressalto ainda que “visão de mundo” não tem necessariamente uma relação com opção partidária, sobretudo pela situação em que se encontram hoje a maioria dos partidos brasileiros. Assim, “visão de mundo” é algo muito mais profundo, pois diz respeito a uma postura perante a vida, ao mundo e a humanidade. Ela mexe com questões estruturais e não meramente conjunturais.
                        Há, por exemplo, quem faça da religião, sua concepção de mundo, permeando a maioria de suas ações e reflexões com base nos princípios e fundamentos de sua crença. Por outro lado, há quem faça de um “projeto de sociedade” a sua concepção de mundo, ao defender uma sociedade na qual o trabalho deve servir ao capital ou, ao contrário, ao proclamar uma sociedade na qual o capital deve servir ao trabalho. Estes são apenas alguns exemplos de visões ou concepções de mundo.
                        Claro, que sabemos também que neste momento histórico, chamado por muitos pensadores de pós-modernidade, as concepções de mundo ou as “questões estruturais” cederam lugar ao superficial, ao efêmero, pois, de uma forma geral, a humanidade vive apenas conjunturalmente, não tendo sequer uma breve visão do estrutural. É a conhecida “sociedade do espetáculo”: um grande circo no qual a maioria da humanidade protagoniza o papel do “palhaço/consumidor”.
                        Não se pode esquecer, falando nisso, que olhar é diferente de ver. A maioria olha, mas não vê, e não vê porque não reflete sobre aquilo que olha, até mesmo porque não dispõe de instrumentos para tanto. Assim, fica muito fácil o fenômeno do adestramento de seres humanos, por um grupo que dita todas as regras de uma sociedade, transformando o povo em simples “massa de manobra” ou em um coletivo de consumidores e contribuintes. Tudo se torna natural! E todos aceitam o “natural” como imutável, prorrogando o inacreditável: o domínio de muito poucos sobre quase todos. Por isso digo que a minha utopia não é algo inatingível ou um produto da ficção, pois inacreditável mesmo é o que acontece diante de nossos olhos diariamente: alguns poucos parasitas espertalhões dominando de forma quase absoluta uma humanidade coisificada e alienada.
                        Pois bem: para que ninguém se engane: minha utopia é a construção de uma nova sociedade: uma sociedade na qual o trabalho prevaleça sobre o capital, ou seja, para ser mais preciso: uma sociedade na qual as mercadorias sejam menos importantes do que o ser humano; o ter seja menos importante que o ser, independentemente de sua condição social. Preciso dizer mais?






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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Fragmentos do cotidiano


Pessoal, aqui vai um desabafo: não é normal pagar tributo e não ter um serviço público de qualidade. Vejam o caso da Ponte do Costa, por exemplo. Este é apenas um caso de não cumprimento de obrigação pelo Estado. Existem outros, como, por exemplo, o atraso no pagamento de precatórios. Neste último caso o mais grave é que o Estado (Executivo) não cumpre decisões do próprio Estado (Judiciário). E ninguém, que eu saiba, é responsabilizado por isso. Agora, experimente você contribuinte, deixar de cumprir com suas obrigações para com esse mesmo Estado. Isso não é natural, pessoal, embora esteja "naturalizado", por omissão popular. E seguimos pagando tributos sem questionamentos.
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A vida é feita de momentos positivos e de momentos negativos. Não há como fugir disso. O planeta Terra não é uma colônia de férias. É um local de provas, expiações, perdas e reparações, mas é também um local para avançar, para crescer, para construir, para evoluir. Sigamos em frente, pois, curtindo o que é bom e aprendendo com as dificuldades.
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O mundo precisa de mais 'ação/reflexão/ação' do que de discursos. Como diz o "velho" Marx, os filósofos interpretaram o mundo, mas é preciso transformá-lo.
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Impressionante o número de pessoas despedindo-se do falecido presidente da Venezuela. Penso que ninguém melhor do que o povo deste país para julgar seu ex-mandatário.
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Tudo na vida é transitório. Tudo é movimento. Portanto, não abuse hoje de uma situação que lhe pareça favorável. Nosso comportamento não pode ficar refém das circunstâncias.
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Devemos ter muito cuidado com o que pensamos, dizemos e fazemos, porque a toda a ação corresponde uma reação. O "caçador" de hoje, poderá tornar-se a "caça" de amanhã. Todo o cuidado é pouco.
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O diálogo franco, olho no olho, é o melhor meio de "aparar" eventuais diferenças, pois através dele reduzem-se as possibilidades de o "diz-que-diz" prevalecer.
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Pessoal, cuidado ao passar na Ponte do Costa, pois já estão se formando novas crateras. Fiquem ligados e sigam pagando tributos. Aliás, sigamos ...
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Cuidado com a semeadura. Depois não reclame da colheita.
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E o novo Papa? Sua escolha acontecerá antes da Páscoa? Aguardemos!
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Ouvi dizer que o prazo de vigência da lei do piso do magistério foi “encurtado” pelo STF, com voto vencido do Ministro Barbosa. É isso?
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Corrijam-me se eu estiver errado, mas acho que não é muito comum, no Brasil, logradouros públicos com nomes de professores. Em Pelotas lembro-me da Rua Professor Araújo ...

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